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"Aposento de Cura"
Porque Hypolite não viu no meu Destino
O que a escritura dos irmãos desencarnados
A nominasse como vaticina um fado,
Que atropela os invólucros do intestino.
Alma gentia que padece como morta,
Que não trilhou - fora a matéria - um passo só;
Como um encarnado que irá voltar ao pó,
No mesmo ranço de ferrugem duma porta.
Quando vos digo "O Evangelho não me sabe!",
É porque digo, bom Alan, que essa doença
É uma sentença em que a cura não me cabe.
Mas, sempre ouço vir de ti o contentamento
De que o Pai sabe doar convalescença
A cada filho que repousa em seu aposento.
(Fredson N. Aguiar)
terça-feira, 27 de novembro de 2007
"Sono e Desprendimento" - Soneto Espírita
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"Sono e Desprendimento"
Nos outros mundos metafísicos que ando,
Quando meus olhos não repousam sobre mim,
Deixo-lhes massa de energia, solta assim,
Por este fio sensorial que vou ligando;
Vejo os irmãos evoluídos procurando
Qualquer resquício de bondade que há em mim,
Por esta força ectoplásmica de afins,
Que no meu corpo repousado está murchando.
Um forasteiro que cruzou a linha ao longe
Do factível e do crível e que é estranho
Foco de plasma rebaixado, sujo monge;
Fico a vagar aprissionado em Luz e Trevas
Entre dois mundos e é lá que sou tacanho
Bicho enjaulado desprendido pela relva.
(Fredson N. Aguiar)
"Sono e Desprendimento"
Nos outros mundos metafísicos que ando,
Quando meus olhos não repousam sobre mim,
Deixo-lhes massa de energia, solta assim,
Por este fio sensorial que vou ligando;
Vejo os irmãos evoluídos procurando
Qualquer resquício de bondade que há em mim,
Por esta força ectoplásmica de afins,
Que no meu corpo repousado está murchando.
Um forasteiro que cruzou a linha ao longe
Do factível e do crível e que é estranho
Foco de plasma rebaixado, sujo monge;
Fico a vagar aprissionado em Luz e Trevas
Entre dois mundos e é lá que sou tacanho
Bicho enjaulado desprendido pela relva.
(Fredson N. Aguiar)
“Casebre” - Soneto Daimista
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“Casebre”
No coração de quem toma
Sabemos sem saber: salões divinos
(Oh, sala inusitada em nossas mentes!)
Com vagas de tortura nos dormentes
Por onde vão vagões rangendo hinos;
Salões inexplorados e esquecidos –
Colunas, velhas câmaras e porões,
E poeira amontoada nos balcões
Da tasca e dos casebres já falidos.
E quando nós entramos, nos prendemos
Às teias e ao mofo nas paredes
De chagas tão antigas, que esquecemos;
E assim que essa demão de Daime dão,
Aos poucos essa Casa, que ora vedes,
Descobres - que era ali teu coração.
(Fredson N. Aguiar)
“Casebre”
No coração de quem toma
Sabemos sem saber: salões divinos
(Oh, sala inusitada em nossas mentes!)
Com vagas de tortura nos dormentes
Por onde vão vagões rangendo hinos;
Salões inexplorados e esquecidos –
Colunas, velhas câmaras e porões,
E poeira amontoada nos balcões
Da tasca e dos casebres já falidos.
E quando nós entramos, nos prendemos
Às teias e ao mofo nas paredes
De chagas tão antigas, que esquecemos;
E assim que essa demão de Daime dão,
Aos poucos essa Casa, que ora vedes,
Descobres - que era ali teu coração.
(Fredson N. Aguiar)
sábado, 24 de novembro de 2007
"Casa Aberta" - Soneto Daimista
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“Casa Aberta”
Sob o efeito da Força
Não há faca que nossa alma desprenda
Da Força do Chamado a esse ofício;
Nem goma que nos cole pela fenda
Do orgulho, como a gorda mãe do vício.
Porque é quando a Cura encontra a Força
Que o ciclo se completa de elementos –
Jagube que se casa com a Rainha
E as luzes que desposam o firmamento;
E o som da Miração é escala incerta
Em tons e subtons que vêm da tenda
Que o mestre ergueu no céu – sua Casa Aberta;
E a flauta é este vinho que engrandece;
E o corpo é só uma veste à oferenda
Que Deus concede ao espírito que cresce.
(Fredson N. Aguiar)
“Casa Aberta”
Sob o efeito da Força
Não há faca que nossa alma desprenda
Da Força do Chamado a esse ofício;
Nem goma que nos cole pela fenda
Do orgulho, como a gorda mãe do vício.
Porque é quando a Cura encontra a Força
Que o ciclo se completa de elementos –
Jagube que se casa com a Rainha
E as luzes que desposam o firmamento;
E o som da Miração é escala incerta
Em tons e subtons que vêm da tenda
Que o mestre ergueu no céu – sua Casa Aberta;
E a flauta é este vinho que engrandece;
E o corpo é só uma veste à oferenda
Que Deus concede ao espírito que cresce.
(Fredson N. Aguiar)
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
“Cirurgia no Aposento” - Soneto Daimista
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“Cirurgia no Aposento”
(Depois de uma sessão de cura)
Ser todos e ninguém ao mesmo tempo –
Ser um, aquele outro e um sofredor;
Mirar os sentimentos num exemplo
Da dor nessa morada do senhor.
Buscar a piedade, enquanto o ungüento
Da alma é o perdão do irmão mentor,
No quarto dessa cura, no aposento -
A sala da cirúrgica mão do Amor.
De todos os irmãos por que penei,
Dos muitos que recordo em meio à dor,
Alguns são meus fantasmas que enterrei...
E a chave desse estágio ao pé da cruz
É a lágrima do Daime, em seu esplendor,
Que é a lágrima de Cristo em sal e luz.
(Fredson N. Aguiar)
“Cirurgia no Aposento”
(Depois de uma sessão de cura)
Ser todos e ninguém ao mesmo tempo –
Ser um, aquele outro e um sofredor;
Mirar os sentimentos num exemplo
Da dor nessa morada do senhor.
Buscar a piedade, enquanto o ungüento
Da alma é o perdão do irmão mentor,
No quarto dessa cura, no aposento -
A sala da cirúrgica mão do Amor.
De todos os irmãos por que penei,
Dos muitos que recordo em meio à dor,
Alguns são meus fantasmas que enterrei...
E a chave desse estágio ao pé da cruz
É a lágrima do Daime, em seu esplendor,
Que é a lágrima de Cristo em sal e luz.
(Fredson N. Aguiar)
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
"Daime" - Soneto Daimista
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“Daime”
Porque as ordens do Senhor são coisas belas
E o silêncio dos que buscam ao todo vê-las
Numa harmonia pelo caldo e compreendê-las
Vêem que o chá desprende almas destas celas...
E que às outras almas nossa luz revela
(Nem que a ciência se recuse a recebê-las)
Já que à vida necessita de entendê-las,
Pra que a carne se consuma como a vela:
Raspa de cera que se rasga – candeeiro;
Curto pavio que se queima – nossa lida;
Fogo que arde – nossa alma num braseiro;
Sopro das Coisas que a Luz guarda esquecida,
Porque é Deus quem rege o sopro derradeiro
Que nos apaga e reacende noutra vida.
(Fredson N. Aguiar)
“Daime”
Porque as ordens do Senhor são coisas belas
E o silêncio dos que buscam ao todo vê-las
Numa harmonia pelo caldo e compreendê-las
Vêem que o chá desprende almas destas celas...
E que às outras almas nossa luz revela
(Nem que a ciência se recuse a recebê-las)
Já que à vida necessita de entendê-las,
Pra que a carne se consuma como a vela:
Raspa de cera que se rasga – candeeiro;
Curto pavio que se queima – nossa lida;
Fogo que arde – nossa alma num braseiro;
Sopro das Coisas que a Luz guarda esquecida,
Porque é Deus quem rege o sopro derradeiro
Que nos apaga e reacende noutra vida.
(Fredson N. Aguiar)
"Santa Maria" - Soneto Daimista
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“Santa Maria”
Santa Maria que meus ares inebria
E que no Vinho destas Almas se confunde,
Te sorvo às luzes dessa rápida energia
Pra que um rastro de neurônio te aprofunde.
Luzes e sons, Santa Maria, dite a ordem
No balancete de elementos de tua química,
Pois, o espaço e estas pedras tangem mímica
Na arquitetura do cipó sobre a desordem.
Manjericão, boldo, chicória... Ah, Chacrona –
Sumo da mata, como reza meu padrinho
À nossa Dama que dos Acres é Madona.
Santa Ciência do Além e do ‘Se Encontrar’,
Da congruência de arranjos e caminhos
Na Rodovia intra-astral do Mapiá.
(Fredson N. Aguiar)
“Santa Maria”
Santa Maria que meus ares inebria
E que no Vinho destas Almas se confunde,
Te sorvo às luzes dessa rápida energia
Pra que um rastro de neurônio te aprofunde.
Luzes e sons, Santa Maria, dite a ordem
No balancete de elementos de tua química,
Pois, o espaço e estas pedras tangem mímica
Na arquitetura do cipó sobre a desordem.
Manjericão, boldo, chicória... Ah, Chacrona –
Sumo da mata, como reza meu padrinho
À nossa Dama que dos Acres é Madona.
Santa Ciência do Além e do ‘Se Encontrar’,
Da congruência de arranjos e caminhos
Na Rodovia intra-astral do Mapiá.
(Fredson N. Aguiar)
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